O questionário a seguir é uma ferramenta desenvolvida para ajudar a aprender quais mensagens podem ser úteis ou inúteis ao se comunicar com pessoas que buscam atendimento para dor lombar. Também destaca a importância do estilo da comunicação.
Serão apresentados a você vídeos e afirmações contendo conselhos, os quais você terá que marcar como “útil” ou “inútil”. Então, a lógica por trás da resposta correta aparecerá.
Um segundo vídeo também será apresentado após sua resposta. Por favor observe que isso pode conter exemplos de conselhos úteis ou inúteis, oposto ao do primeiro vídeo. Depois de ver o segundo vídeo, você pode passar para a próxima pergunta.
Achados como degeneração discal, artrite, protuberâncias discaisno disco, fissuras, protrusões e espondilolistese são muito comuns nas pessoas livres deque não sentem dor. Elas também são comuns em grupos jovens, mas aumentam sua prevalência ao longo da vida. Enquanto uma degeneração discal pode se tornar sensível, o grau de degeneração é um mau preditor da apresentação clínica de uma pessoa. Dizer para alguém que sua coluna está degenerada como um diagnóstico é impreciso e pode levar a medo e preocupação, bem como a comportamentos de proteção e de evitação. Em contrapartida, explorar e identificar os fatores multidimensionais modificáveis que sustentam a experiência da dor e a incapacidade de uma pessoa, oferece oportunidades para o autogerenciamento.
Referências:
Brinjikii W, Diehn, FE, Jarvik, JG, Carr CM, Kallmes DF, Murad MH, Luetmer PH (2015) MRI findings of disc degeneration are more prevalent in adults with low back pain than in asymptomatic controls: A systematic review and meta-analysis. AJNR AM J Neuroradiol, 36(12): 2394 – 9. doi: 10.3174/ajnr.A449
Berg L, Hellum C, Gjertsen Ø, Neckelmann G, Johnsen LG, Storheim K, Brox JI, Eide GE, Espeland A (2013) Do more MRI findings imply worse disability or more intense low back pain? A cross-sectional study of candidates for lumbar disc prosthesis. doi: 10.1007/s00256-013-1700-x
Embora possa ser doloroso curvar e levantar objetos com dor nas costas, é importante que uma pessoa desenvolva confiança, mobilidade e força para curvar a coluna e levantar objetos. Isso é um mito comum que curvar a coluna e levantar objetos é perigoso para as costas, no entanto o envolvimento nessas atividades é uma importante função da vida diária. Aconselhar alguém a evitar essas atividades pode levar a comportamentos de medo e evitação, aumentando o nível de incapacidade da pessoa. O uso de analogias simples e não ameaçadoras, como “cerrar o punho” pode fornecer informações sobre a resposta comportamental de uma pessoa à sua dor e destacar oportunidades de mudança.
Referências:
O’Sullivan PB, Caneiro JP, O’Keeffe M, Smith A, Dankaerts W, Fersum K, O’Sullivan K (2018) Cognitive functional therapy: An integrated behavioural approach for the targeted management of disabling low back pain. Phys Ther, 98(5): 408-423. doi: 10.1093/ptj/pzy022
Existe mínima evidência que alguma postura específica da coluna é causadora, protetora ou preventiva da dor nas costas. Embora algumas posturas possam ser dolorosas, isso geralmente reflete o nível de sensibilidade da coluna que pode estar associado a fatores biopsicossociais. Posturas dolorosas podem também estarem associadas a comportamentos protetivos habituais. Nessa situação, relaxamento e variação postural podem promover um alívio da dor. Educar as pessoas que determinadas posturas causam dor pode resultar em proteção/contração muscular e uma redução da variação postural que por si só pode provocar sua dor. Em contrapartida, explorar as experiências de dor das pessoas em relação a diferentes posturas corporais fornece uma visão sobre a relação entre postura e dor (ou seja, ‘eu preciso sentar ereto e contrair meu core’) e dor relacionada a comportamentos posturais (ou seja, ‘eu sinto alívioda dor quando relaxo e me movo’) são comuns. O uso de técnicas de entrevistas motivacionais e experimentação de comportamentos são úteis para explorar e dissipar essas crenças de maneira não ameaçadora.
Referências:
O’Sullivan PB, Caneiro JP, O’Keeffe M, Smith A, Dankaerts W, Fersum K, O’Sullivan K (2018) Cognitive functional therapy: An integrated behavioural approach for the targeted management of disabling low back pain. Phys Ther, 98(5): 408-423. doi: 10.1093/ptj/pzy022
Dankaerts W, O’Sullivan P, Burnett A, Straker L (2006) Differences in sitting postures are associated with nonspecific chronic low back pain disorders when patients are subclassified. Spine, 31(6):698-704. doi: 10.1097/01.brs.0000202532.76925.d2